As coisas mais importantes são
normalmente as mais simples; As verdades mais certas são geralmente as mais
evidentes; Aquilo que nos faz feliz são normalmente as coisas mais comuns;
No entanto, quando abordamos os
problemas, complicamos; quando procuramos a verdade, construímos um mundo de
aparências e quando procuramos a felicidade vamos à procura da novidade.
Por vezes, quando olhamos para trás, só
ligando os pontos, é que compreendemos que a mais elementar resposta estava à
superfície e não era assim tão complexa, apenas naquele momento estava
“indisponível para consulta” no nosso mapa interpretativo.
A vida é assim, um jogo de ilusões e
de aparências, que a todo o instante alteram a nossa percepção da realidade.
Cada um, na sua ilusão, construiu um
mapa da realidade com o qual interage e através do qual constrói a sua
narrativa.
Cada um de nós, protagonista da sua
narrativa, se consciente do seu papel de narrador participante, deve ser capaz
de compreender a limitação das suas histórias e ter a capacidade de
enriquecê-las com outros enredos que a tornarão mais rica e colorida.
Se, efectivamente formos capazes, nas
nossas organizações, através da comunicação interpessoal, de construir mapas
interligados, com fronteiras pessoais é certo, mas abertos às diferentes
narrativas do outro, podemos construir uma organização diversa, que aproveita
as idiossincrasias e os talentos individuais e os conjuga numa tapeçaria comum
com a qual poderemos construir uma grande equipa.
Nuno Gonçalves – Partner Learnview
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